(Almanaque)História de Juiz de Fora
Arte : Luiz Antonio Stephan
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Luiz Antônio Stephan
pesquisador- Historiador - Memorialista
preservação da MEMÓRIA, da HISTÓRIA e da CULTURA
de JUIZ DE FORA
Nasci para servir e utilizo desse site para oferecer, a quem interessar, grande parte do meu conhecimento. ênfase sobre História de Juiz de Fora.
Luiz Antônio Stephan
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HISTÓRIA EM ORDEM
CRONOLÓGICA
página 4
CAPÍTULO 3
SÉCULO XX
de 1900 a 1935
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1900
CRÔNICA
INTRODUÇÃO AO SÉCULO XX - COMÉRCIO
Certo dia, ao entorno de uma fazenda, nas margens de um rio ou na beira de uma estrada, surge um povoado, uma pequena aglomeração de casas se forma e as pessoas que ali residem têm necessidades de adquirir produtos para a sua subsistência, nesse momento surge um comerciante.
O tempo flui e a população aumenta, o lugarejo se desenvolve, o comércio se expande, a urbe se forma mais complexa e os serviços se sofisticam. É um processo que não para, sempre acompanhando a evolução do mercado, cada demanda que surge é imediatamente suprida.
Nos meados do século XIX, o município de Juiz de Fora foi emancipado de Barbacena, iniciando um irreversível processo de evolução política e social e foi a cafeicultura e o comércio que alavancaram e consolidaram o desenvolvimento da cidade. Confirmando a tese citada na introdução, a Associação Comercial de Juiz de Fora foi fundada em 12 de julho de 1896 para representar das classes produtoras de Juiz de Fora: Comércio, Indústria e agropecuária. Suas primeiras diretorias eram lideradas por homens que exerciam atividades em diversos segmentos: Daniel Pinto Correia, seu primeiro presidente, era do ramo do mobiliário; Eugênio Fontainha, fazendeiro, e Renato Álvaro Cordeiro Dias, proprietário de refinaria de açúcar.
Ao fim do século XIX, e princípio do século XX, surgiram as indústrias, principalmente de tecidos, que se instalaram com os recursos advindos da lavoura do café que fracassara.
Depois da metade do século XX o parque industrial de Juiz de Fora se desenvolveu com força e inúmeras malharias, fábricas de sapatos e outras se instalaram na cidade.
Enquanto isso, o comércio, também, floresceu e a cidade se consolidou como polo regional. Surgiram os supermercados e os centros comerciais (shopping centers) e ocorreu a descentralização, com o fortalecimento do comércio em diversos bairros. O setor de serviços ou setor terciário, aparece na economia a partir da década de 1970 e se expande com entusiasmo, principalmente nas áreas de educação e saúde, que dão um salto fenomenal.
A partir dos anos 80\90 do século XX a informática chega, gerando mudanças inimagináveis nos negócios: a globalização, consequência imediata desse sistema cibernético, gera extremas mudanças no mercado e permite o desenvolvimento de empresas gigantes, a nível nacional e mundial.
Surgem novas maneiras de comerciar, entre elas, as franquias e o e-commerce (lojas virtuais).
COLÉGIO SANTA CATARINA
Em fevereiro de 1900, a edido do Cônsul alemão Georg Grande, as Irmãs de Santa Catarina, Crescência e Augusta, chegaram a Juiz de Fora para se dedicarem à instrução e educação de crianças da Colônia Alemã. Em agosto do mesmo ano, chegou da Alemanha Irmã Hildegardis para auxiliar as duas pioneiras.
Após trabalharem durante alguns anos em algumas salas e salões cedidos, com muitas dificuldades as Irmãs adquiriram um terreno no Morro da Gratidão, hoje Morro da Glória, iniciando a construção do Colégio, inaugurado em 1909. No período de 1914 a 1917, as Irmãs alemãs sofreram muito com a guerra. Fanáticos atacaram e destruíram lojas e fábricas cujos proprietários eram alemães. Em 1922, a construção foi ampliada, formando simetria com a existente. Em 1928, foi oficializado o Curso Comercial e em 1930 o curso de Magistério (Normal).
1901
16° governo de 1889 E 1900
15° Conselho Municipal de 1901 A 1904
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Agente Executivo e Presidente do Conselho Municipal, João D’ávila
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Antônio Amálio Halfeld
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Antônio Carlos Ribeiro De Andrade, PRM,
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Francisco Cândido da Gama Júnior
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Joaquim Canuto de Figueiredo
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Antônio Pinto de Monteiro
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José Rangel
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Armando Ribeiro de Castro
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Augusto Vieira Lima de Albuquerque
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Emílio Esteves dos Reis
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Raul Penido
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Cândido Pedro de Mello
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José Procópio Teixeira
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Antônio Ferreira Monteiro da Silva
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Francisco Rodrigues de Almeida Novaes
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Joaquim Antônio Monteiro da Silva
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Luiz de Sousa Brandão, Doutor
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Belmiro Braga:
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Militão Honório Rodrigues
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Francisco Ribeiro de Assis Rezende
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Elói Praxedes Braga
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Libânio da Rocha Vaz
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João Ferreira de Assis Fonseca
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Belizário Augusto de Oliveira Penna, ex Barão e Visconde de Carandaí
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Antônio Bernardino Monteiro de Barros
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José Cesário Monteiro da Silva
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Tancredo Nery Ribeiro
1902
COLÉGIO STELLA MATTUTINA
Em 08 de setembro de 1902 foi fundado o Colégio Stella Mattutina.
Começaram suas atividades num antigo sobrado na Barão do Rio Branco em frente à Santa Casa, com aulas diversas além de trabalhos manuais e estudos de Música. As Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo foram as fundadoras.
A ordem religiosa surgiu no bojo de um sonho do missionário Arnaldo Jansen fundador da Ordem Religiosa do Verbo Divino, as freiras fundaram a ordem em STEYL no território da Holanda. Suas fundadoras foram Madre Maria Helena Stollenwerk nascida em 28 de novembro de 1852 na Aldeia de Eifel uma região de colinas na Renânia do Norte-Alemanha e a Madre Josefa - Hendrina Stenmanns nascida em Issum região de Düsseldof.[1] Foto[2]
[1] Colaboração de Nilo Sérgio Frank
[2] Foto do Blog Mauricio Resgatando o Passado). Fotografia Márcio Assis- Acervo Valeria Neves De Freitas Oliveira
Enquanto isso no Brasil
Osvaldo Cruz introduz a vacinação obrigatória contra a varíola, o que desencadeará uma revolta no Rio de Janeiro.
1904
SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE JUIZ DE FORA
Foi em meio a um contexto histórico em que não existiam leis trabalhistas e previdenciárias, que um grupo numeroso de comerciários fundou no dia 17 de abril de 1904, a Associação dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora (AEC), entidade que já nasceu defendendo uma importante reivindicação social: o fechamento dos estabelecimentos comerciais locais aos domingos. A AEC enviou um abaixo-assinado e um requerimento à Câmara Municipal, que redundou na Resolução nº 511 de 18 de fevereiro de 1908, que “proíbe a abertura de portas das casas comerciais aos domingos”.
Seu primeiro presidente foi Alfredo de Sousa Bastos.
A AEC inicia seu processo de consolidação, em 1916, quando compra um terreno na rua Barão de São João Nepomuceno, obtém seu registro cartorial em 1919 e conquista novas resoluções; limitando a jornada de trabalho dos comerciários. Neste mesmo período, os comerciários obtiveram outras duas importantes conquistas: o fechamento das casas comerciais às 12 :00 horas nos dias de feriados nacionais e as restrições fiscais ao funcionamento das mesmas, de segunda a sábado, após às 19 :00 horas. Nas greves, a primeira realizada em janeiro de 1920, que resultou na conquista da jornada de trabalho de 08 horas diárias, o apoio da AEC foi decisivo: atuou como mediadora entre grevistas e o patronato local.
Sede campestre do Sindicato dos Empregados do Comércio de Juiz de Fora no Bairro São Geraldo
A partir do início da década de 1920, a Associação passou a congregar não apenas os trabalhadores dos diversos estabelecimentos comerciais, lojas, cinemas, armazéns, farmácias, bares, hotéis, açougues, padarias e etc. como também os funcionários dos bancos e escritórios contábeis da cidade. Em janeiro de 1927, estava instalada no sobrado de nº 2261 da Avenida Barão do Rio Branco e empenhou-se mais uma vez na campanha para reduzir a jornada de trabalho dos comerciários juiz-foranos. A construção e inauguração do Prédio e ampliação dos serviços prestados a seus associados efetivou-se durante as décadas de 1910 e 1920. Teve na beneficência e na assistência (médica, farmacêutica e odontológica) e nas atividades culturais e recreativas (biblioteca, aulas noturnas, bailes e concurso de beleza) suas principais atividades regulares. Neste sentido, a construção e inauguração de sua sede social, obra realizada pela gestão 1928/1929, presidida por João Dario Pereira de Alencar, permitiu a AEC tanto ampliar os importantes serviços que prestava a seus associados, quanto aumentar sua influência no cenário político e social da cidade.
Com a criação do Ministério do Trabalho, no final de 1930, a decretação de uma lei de sindicalização, em 1931, e de um significativo conjunto de leis trabalhistas no ano seguinte, os dirigentes da AEC optaram por registrá-la junto aquele órgão estatal, vendo, em tal medida, a possibilidade de aumentar o quadro de associados e reforçar a influência da entidade junto aos órgãos públicos e demais setores sociais da cidade. Foi o que de fato ocorreu, sobretudo a partir da eleição de seu presidente, Alberto Surek, para deputado classista à Assembleia Constituinte de 1934.
Silas Batista
O papel que desempenha o Sindicato dos Empregados no Comércio como elemento agregador é de grande importância, já que vivemos um momento em que o mundo assiste à desagregação das nações, das famílias e do próprio indivíduo, pelo total desrespeito aos valores de cada povo, de cada grupo, de cada pessoa. É importante que o trabalho do Sindicato seja trazido ao conhecimento de toda a sua categoria e da sociedade, para que todos tenham conhecimento da seriedade e competência que vem norteando seu trabalho ao longo dos anos, sempre no sentido da inclusão do trabalhador do comércio no mercado de trabalho, lutando para trazer a ele dignidade necessária para a realização profissional.
Em 2021 a diretoria é composta por: Presidente Silas Batista da Silva; Vice-presidente Wagner França; 1º Secretário Mário Bruck Filho; 2º Secretário Wilson Maciel Ferreira; 1º Tesoureiro Moyses da Silva Honorato; Diretor Social Maria Aparecida Rodrigues C. Cunha.
[1] Colaboração de Nilo Sérgio Frank
[2] Foto do Blog Mauricio Resgatando o Passado). Fotografia Márcio Assis-
Acervo Valeria Neves De Freitas Oliveira
BONDES ELÉTRICOS
A Compahia Mineira de Eletricidade, C.M.E. Foi responsável
pela implementação dos bondes elétricos na cidadeem 1904
após adquirir a Companhia Ferrocarril de Bondes de Juiz de
Fora que tinha sido implantada em 1881, com tração animal.
O empreendimento foi tão bem-sucedido que, na década de
1930, a C.M.E.já fabricava seus próprios bondes. A partir de
1954, no entanto, o serviço foi assumido pelo Departamento
Autônomo de Bondes.
ALGUMAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO QUE EXISTIRAM EM JUIZ DE FORA
COLÉGIO SÃO JOSÉ (APARENTEMENTE NÃO É O MESMO DO VIANNA JÚNIOR) FOI FUNDADO EM JANEIRO DE 1904 PELO DR. JOSÉ ELOY DE ARAÚJO, OFERECIA TRÊS CURSOS: O PRIMÁRIO, O PREPARATÓRIO E O DE COMÉRCIO (ESTE ÚLTIMO PODENDO SER FREQUENTADO SOMENTE POR RAPAZES). LOCALIZAVA-SE à RUA SANTO ANTÔNIO E DEIXAVA CLARO QUE EM SEU RECINTO NÃO HAVIA CASTIGOS FÍSICOS.
ALGUNS SE DEDICAM A EDUCAÇÃO FEMININA. SÃO ELAS: COLÉGIO SCHMIDT, COLÉGIO BRAGA, COLÉGIO ALVARENGA, COLÉGIO IRMÃS DE SIÃO.
OUTROS: COLÉGIO HUNGRIA, COLÉGIO SANT’ANNA, COLÉGIO N. S. DA PIEDADE
Colégio Santa Catarina



Silas Batista

1905
17° governo: 1905 a 1907,
16º Conselho Municipal Entre 1905 A 1907
Agente Executivo e Presidente do Conselho Municipal, Duarte de Abreu
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Antônio Bernardino Monteiro de Barros
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João Ferreira de Assis Fonseca
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José Joaquim Monteiro de Andrade
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Elói Praxedes Braga
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Tancredo Nery Ribeiro
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Theodorico Ribeiro de Assis, Coronel
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José Manoel Pacheco
-
Antônio Maximiano de Oliveira
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Amanajós Alcântara de Araújo
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Luiz de Sousa Brandão
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Oscar Vidal Barbosa Lage
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José Cesário Monteiro da Silva
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Henrique José de Souza
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Albino Machado, Coronel
-
Dilermando Martins da Costa Cruz
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Victor Garcia
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Francisco Augusto Pinto de Moura
-
Joaquim Eloy dos Santos Andrada
-
Antero Duarte
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Antônio Corrêa de Lima
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Emerenciano Pereira de Almeida
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Josué Leite Ribeiro
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José Pedro de Mello
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Francisco Ribeiro de Assis Rezende
-
José Marianno Pinto Monteiro
-
1906
MORRO DO CRISTO
O monumento em homenagem ao Cristo Redentor de Juiz de Fora foi inaugurado em 08/07/1906, sendo considerado o primeiro da América do Sul. Foi idealizado por Francisco Baptista de Oliveira e construído pela Companhia Pantaleone Arcuri e Spinelli. Tem 25 metros de altura e a imagem, de 3,75 metros de altura, foi produzida pela Maison Raffe, de Paris.
Foi construída no Morro do Cristo cujo nome oficial é Morro do Redentor, uma formação rochosa que domina a paisagem central da cidade e que foi chamado, também, de Morro da Liberdade e Morro do Imperador quando D. Pedro II subiu suas encostas para apreciar a vista da cidade em 1861. Está a 930 m de altitude, e é um dos pontos mais altos da cidade, sendo uma das mais belas vistas da cidade. O monumento ao Cristo Redentor foi tombado em 24 de maio de 1990 pelo decreto n° 4312/90.
O mirante foi inaugurado em 31 de março de 1970, pelo então prefeito de Juiz de Fora Itamar Franco e recebeu o nome de Salles de Oliveira
Ao seu entorno estão instaladas diversas antenas de comunicação, entre elas a torre da TV Industrial, inaugurada em 1964, que é um marco da comunicação em Juiz de Fora.
Foto[1]
FÁBRICA DE SACOS DE ANIAGEM DO DR. LUIZ DE SOUZA BRANDÃO
Fábrica de sacos de aniagem
Esta fábrica, situada à Rua Silva Jardim, 2, Juiz de Fora, foi fundada em
1907, pelo Dr. Luiz de Souza Brandão (embalagem para o café produzido
na região). Ocupa uma área de 63 por 27 metros, a qual está sendo
aumentada para instalação de máquinas de fiação para produção de fio
necessário à fabricação de sacos de juta. O terreno, onde está situado
o estabelecimento, tem a área total de 6.000 metros quadrados e tem
atualmente 35 teares, número esse que em breve será elevado. O fio,
presentemente, lhes era enviado da Inglaterra pelos seus agentes Moore
Weinberg, de Dundee; mas em breve a fábrica importará unicamente a
matéria-prima - juta - e produzirá o fio para o seu consumo. Imagem[1]
O maquinismo é todo ele inglês e acionado por um motor elétrico de 40
cavalos; também essa força será elevada a 100 cavalos. Há ainda um
motor a vapor de 45 cavalos. Trabalham na fábrica, entre homens,
mulheres e crianças, 150 operários. A fábrica pode produzir 4.000 metros
diários em 10 horas; e consome 35 toneladas de fio de juta por mês.
A fábrica teve os seus produtos premiados nas exposições do Rio de
Janeiro em 1908 e de Leopoldina em 1907.
[1] Foto Maria do Resguardo -1955
Morro do Cristo - foto de Dimas Stephan


Fábrica de sacos de aniagem
TIRO DE GUERRA
O imóvel situado à Rua Santo Antônio, 110 - Centro, foi construído para alojar a sede do Tiro de Guerra 17, fundado em 1908 pelo tenente João Marcelino Ferreira da Silva, que se aposentara como general de reserva. No frontispício do prédio vê-se gravado em alto relevo as Armas da República, o nome do Tiro de Guerra e data de sua fundação em 1908.
O edifício recebeu o nome de um dos residentes do clube, reeleito por 8 vezes. O objetivo do mesmo era ministrar a todos os cidadãos brasileiros que voluntariamente se apresentassem, os conhecimentos militares indispensáveis para que pudessem ser relacionados como reservistas de Segunda categoria do Exército.[1]
SOPA DOS POBRES
O local onde funcionou o “Tiro de Guerra” está entregue à Sociedade Sopa dos Pobres foi fundada em 1910 pelo casal Ludgero e Alcides Guimarães Moreira. A ideia de implantar uma instituição de caridade surgiu nas comemorações do aniversário de sua filha Dulce Guimarães, única mulher entre os filhos do casal. Todos os anos, para comemorar o aniversário de Dulce, Ludgero e Alcides faziam a distribuição de cachorros quentes a crianças de rua da cidade.
Felizes com o resultado que obtinham dessas comemorações, resolveram fundar uma instituição, que, aos sábados, pudesse oferecer comida de qualidade para moradores de rua de Juiz de Fora.
Todos os sábados, o casal e mais três colegas saíam na parte da manhã pelas ruas, em busca de comerciantes que pudessem contribuir com os alimentos para a realização do almoço. A ideia começou a tomar forma, e em menos de dois anos, eles ofereceram mais de 60 refeições aos pobres e moradores de rua da cidade. A distribuição aos sábados continuou até 1931, quando a instituição foi registrada e passou a funcionar durante toda a semana.
Jésus de Oliveira, doou uma de suas propriedades que foi transformada em sede, lugar onde até hoje funciona a distribuição das refeições. Em 1931 também aconteceu a mudança do que era oferecido no almoço dos beneficiados. A sopa, um tipo de refeição menos dispendiosa e que, por esse motivo, possibilitava que mais pessoas pudessem ser atendidas, entrou no cardápio no lugar do arroz e do feijão.
A população local e os empresários da cidade são os únicos responsáveis pela manutenção da Sopa dos Pobres desde a sua fundação. A Sopa dos Pobres de Juiz de Fora atende cerca de 200 pessoas todos os dias, com uma refeição de qualidade, contando com a ajuda de funcionários e voluntários.
1909
ACADEMIA MINEIRA DE LETRAS
A Academia Mineira de Letras foi fundada em Juiz de Fora, em 25/12/1909 e instalada em 13 de maio de 1810, por um grupo de pioneiros ligados à literatura e a cultura, eram jornalistas, escritores, profissionais liberais, homens públicos e conceituados militantes da cátedra e dos tribunais.
A “Manchester Mineira “atravessava um período de muito progresso e de vanguarda na indústria e na inovação tecnológica, convivendo com fervilhante atividade literária, de empreendedores, poetas e contistas em uma cidade de tradicionais educandários e austeros educadores.
A imprensa se aproximava com a do Rio de Janeiro e articulistas de renome nacional assinavam artigos e colunas nos diários e periódicos de Juiz de Fora.
O grupo fundador da Academia Mineira Letras que incorporou o adjetivo “mineira” dava a calibre ambicioso e a generosidade dos seus altos objetivos: o culto, a defesa e a sustentação da pureza da língua e a produção intelectual.
Os idealizadores acaudilhados por Machado Sobrinho foram: Belmiro Braga, Dilermando Cruz, Amanajós de Araujo, Estevam de Oliveira, Eduardo de Meneses, Lindolpho Gomes, José Rangel, Heitor Guimarães, Francisco Brandi Horta, Albino Esteves e Luiz Joaquim de Oliveira que convidaram mais dezoito intelectuais do Estado que fossem representativos na elite acadêmica para compor seus quadros.
A Academia foi transferida para a Capital em 24 de janeiro de 1915 em gesto de desprendimento, oferecendo mais "status" à mesma, por estar próxima do centro do Poder.
COLÉGIO MACHADO SOBRINHO
O Instituto Comercial Mineiro foi fundado em 1909, e passou a denominar-se Escola Técnica de Comércio Machado Sobrinho em 1943, mantendo os cursos comercial, básico e técnico em contabilidade. Mais tarde, verificando-se a necessidade de ampliar os serviços educacionais, a diretoria resolveu restabelecer o curso primário, o curso ginasial e o colegial.
No início de 1961, reuniram-se, sob a presidência do Professor Píndaro José Alves Machado Sobrinho, os descendentes do saudoso educador Antônio Vieira Araújo Machado Sobrinho, ocasião em que a Escola Técnica de Comércio, por decisão unânime dos sócios, foi transformada em Fundação, objetivando perpetuar o nome do Fundador, difundindo e aperfeiçoando seus ensinamentos.
A Fundação Educacional Machado Sobrinho, entidade sem fins lucrativos e de caráter filantrópico, sucessora do Colégio Lucindo Filho e do Instituto Comercial Mineiro, sob a dinâmica e atuante direção do Prof. Fernando de Paiva Mattos, prosperou. Além dos cursos em funcionamento, a partir de 1969, foram criadas Faculdades de Administração e de Ciências Contábeis.[2]
1910
CLUB GYMNASTICO DE JUIZ DE FORA - TURNERSCHAFT
Um dos primeiros clubes de ginástica de Minas Gerais, o Turnerschaft foi fundado em 1910 para a prática de ginástica, modalidade esportiva muito praticada pelos
[1] FUNALFA- BENS TOMBADOS
Sociedade Sopa dos Pobres imóvel restaurado em 2019





